Doutores Cidadãos
A gente acredita no poder do sorriso
Dúvidas frequentes

Que legal que você se interessou pelo trabalho dos Doutores Cidadãos. Criamos uma lista de perguntas e respostas para facilitar a sua aproximação conosco. Boa leitura! Em caso de dúvida, não entre em pânico! Envie-nos um e-mail ou nos telefone e tudo será explicado!

Como eu posso me inscrever para participar do processo de preparação de novos voluntários Doutores Cidadãos?

O Canto Cidadão abre inscrições para a preparação de novos Doutores Cidadãos todos os anos. Para fazer parte das turmas de preparação, o interessado deve realizar previamente algumas tarefas do Caminho do Protagonista. Para saber mais sobre este processo, envie um email declarando o seu interesse para info@cantocidadao.org.br.

Cabe salientar que não existe um perfil único de voluntário(a), mas, sim, uma série de ingredientes que poderão resultar em experiências saudáveis para o voluntário e benéficas para as pessoas e locais visitadas.

Quem são os Doutores Cidadãos?

Os Doutores Cidadãos são voluntários palhaços hospitalares que visitam hospitais e asilos públicos e filantrópicos em parceria com o Canto Cidadão.

Qual a relação dos Doutores Cidadãos com o Canto Cidadão?

O Canto Cidadão é a ONG responsável pela preparação de voluntários e coordenação do trabalho dos Doutores Cidadãos. A organização possui também outros programas sociais, todos alinhados com a promoção do exercício da cidadania para a garantia dos direitos humanos, em especial por meio da Arte, Educação e Comunicação.

Quando surgiu o trabalho dos Doutores Cidadãos?

O grupo Doutores Cidadãos existe desde 2001, antes mesmo do Canto Cidadão ser legalmente constituído. A iniciativa surgiu com o encontro dos comunicadores Felipe Mello e Roberto Ravagnani que, ao se conheceram, em meados de 2001, decidiram empreender juntos atividades de sensibilização e ação pautadas pelo protagonismo alegre e transformador.

No final de 2001, os dois decidiram criar o grupo Doutores Cidadãos, começando o processo de estruturação da iniciativa, com a pesquisa e o desenvolvimento de uma metodologia de trabalho, um programa de preparação de novos integrantes e a parceria com um número crescente de hospitais.

A partir de 2003, começou o processo de expansão do grupo, tanto em número de voluntários quanto em número de hospitais e pacientes atendidos. De lá para cá, a preparação de novos voluntários nunca cessou, tanto pelo interesse de participação de um grande número de pessoas quanto pela demanda das unidades hospitalares.

Quais são os objetivos dos Doutores Cidadãos?

Pela arte do palhaço, voluntariado e disposição para a realização de bons encontros humanos, os Doutores Cidadãos têm como missão levar aos frequentadores de hospitais públicos e filantrópicos, especialmente os pacientes adultos e idosos, acompanhantes, visitantes e funcionários, doses de preciosos remédios: alegria, valorização da vida e estímulo à cidadania. Seus principais objetivos:

  • - Estimular o exercício da cidadania pelo voluntariado, ou ainda, a participação dos indivíduos em causas de interesse coletivo;
  • - Contribuir para a melhoria das relações interpessoais nos hospitais;
  • - Construir bons encontros por meio da arte do palhaço e do diálogo;
  • - Oferecer visitas animadas a pacientes adultos e idosos;
  • - Promover desenvolvimento pessoal aos participantes.
Quais são os principais públicos atendidos?

Neste ponto reside um dos principais diferenciais do trabalho social dos Doutores Cidadãos. Normalmente, quando se pensa em palhaços visitando hospitais, a primeira impressão é que o atendimento será destinado às crianças internadas. Importante registrar que os Doutores Cidadãos aplaudem de pé, assoviando euforicamente, as iniciativas de visitação hospitalar animada junto ao público infantil. Trata-se de uma conquista inestimável, já que os espaços pediátricos ficam muito melhores quando há palhaços, contadores de histórias, escultores de balões, mágicos, malabaristas e artistas em geral atuando com os profissionais da saúde.

Entretanto, o foco dos Doutores Cidadãos é a visitação de pacientes adultos e idosos, assim como profissionais da saúde e acompanhantes. Não existe uma proibição à visitação das crianças internadas, mas, sim, a prioridade de visitar aqueles que recebem menos ofertas de atividades animadas, ou seja, adultos e idosos.

O trabalho dos Doutores Cidadãos busca humanizar o ambiente hospitalar?

Na área da saúde o termo humanização hospitalar vem ganhando cada vez mais força. Dificilmente há um profissional hoje que não tenha ao menos ouvido falar sobre o assunto.

Os Doutores Cidadãos escolheram não utilizar este termo para definir a sua atuação, e em seu lugar apresenta a ideia de amenizar o ambiente hospitalar. A princípio pode se tratar apenas de um jogo de palavras. Contudo, após vários anos de observação e atividades em centenas de hospitais no Brasil e em outros países, o grupo acredita que humanizar não é o seu objetivo.

Até porque todos que habitam - temporária ou regularmente - o ambiente hospitalar são humanos, capazes de fazer amor e de fazer guerra, conforme a experiência individual de cada um pode verificar.

Sendo assim, o desafio não é tornar humano aquilo que está em desacordo, mas, sim propor um estilo de vida e/ou de trabalho mais entusiasmado, acolhedor, respeitoso e cidadão.

Então, amenizar o ambiente hospitalar busca celebrar os valores humanos positivos, em especial nas relações que acontem dentro do hospital.

O trabalho dos Doutores Cidadãos é remunerado ou voluntário?

Todos os Doutores Cidadãos atuam voluntariamente, ou seja, não recebem qualquer tipo de remuneração monetária. Os benefícios colhidos pelos voluntários são de outra natureza, tais como o desenvolvimento do respeito ao próximo, o exercício da cidadania, a tolerância à diversidade, a ampliação da criatividade, entre tantos outros presentes que o voluntário coleciona e exercita ao longo de sua atividade.

Por que eles são voluntários?

A organização acredita que a união entre alegria e cidadania pode gerar resultados transformadores, tanto para quem faz quanto para quem recebe as ações. E como o desafio é bastante grande, ou seja, povoar uma quantidade enorme de hospitais e visitar seus milhares de pacientes e profissionais, os Doutores Cidadãos contam com a energia, talento e trabalho de cidadãos que estejam dispostos a investir seu tempo em um programa social.

A crença de que o voluntariado transforma o indivíduo para melhor é um combustível importante para o Canto Cidadão.

Outro fator que justifica a aposta no voluntariado é a experiência, uma vez que nestes anos de atuação voluntária em unidades de saúde os casos de problemas e rejeições são a absoluta minoria.

Vale ressaltar que um voluntário Doutor Cidadão participa de um treinamento bastante rigoroso e extenso antes de iniciar suas visitas.

Isto permite que uma pessoa que não tenha formação na área da saúde ou artística possa colocar em prática o seu desejo de transformar a realidade da sua comunidade, neste caso uma unidade de saúde pública ou filantrópica.

É preciso ser artista para ser um voluntário?

O termo artista é bastante amplo e o Canto Cidadão acredita que cada um de seus voluntários Doutores Cidadãos sejam artistas de alguma forma.

Entretanto, se for levado em consideração a aplicação mais convencional do termo, ou seja, um artista representando aquela pessoa que fez um curso relacionado às diversas formas de arte, ou ainda, aquela pessoa que se tornou um profissional da arte por tempo de experiência, então a resposta é não.

Ou seja, não é preciso ser formado em artes cênicas, técnicas de palhaço, mágica, música etc. para ser um Doutor Cidadão.

Estas habilidades podem tornar o trabalho ainda mais rico, mas a sua ausência não impede a pessoa de se tornar um voluntário.

É preciso ser da área da saúde para ser um voluntário?

Não. A pessoa não precisa ser, necessariamente, da área de saúde, para ser um Doutor Cidadão.

Existe um perfil desejado e necessário para ser um voluntário?

Não. Assim como não existe um perfil único de pacientes, profissionais e acompanhantes que são beneficiados pelo trabalho, também não existe um perfil determinado de voluntário Doutor Cidadão.

O que é bastante claro dentro do grupo é a complementaridade, ou seja, um enriquecimento coletivo em função da soma de diversos perfis.

De forma ainda mais direta, é possível afirmar que a pessoa não precisa, necessariamente, ser engraçada, saber contar piadas ou fazer truques, ser absurdamente comunicativa ou repleta de conhecimentos tradicionais.

É claro que uma pitada de cada um destes ingredientes torna o trabalho ainda mais interessante, só que não é a receita única e definitiva para o sucesso.

O que não pode faltar, definitivamente, é a consciência do papel de cidadão, respeito ao trabalho e ao público-alvo, vontade de aprender e a coragem de assumir seu lado palhaço (seja lá como for ele), arregaçando as mangas e contribuindo para melhorar o mundo.

Existe um treinamento para ser um Doutor Cidadão?

Sim. Para se tornar um Doutor Cidadão e iniciar a atividade de amenização hospitalar, o interessado precisa participar de um treinamento.

Na primeira etapa são abordadas questões de ordem mais conceitual (ainda que repletas de dinâmicas) da atividade de amenização hospitalar, assim como um mergulho no universo do palhaço e do protagonismo social.

A segunda etapa insere o ambiente hospitalar na programação, com o voluntário exercitando o que aprendeu em sala de aula, apoiado por monitores experientes que conduzirão o voluntário em seu processo de iniciação, até que a segurança e a independência sejam conquistadas.

A coordenação do trabalho avalia de maneira criteriosa a preparação dos voluntários, para que ao final do treinamento a pessoa esteja preparada para contribuir.

Todo o investimento material e humano no treinamento é sinal do respeito que os Doutores Cidadãos têm pelo ambiente hospitalar e pelas pessoas que tomaram a decisão de fazer algo para pintar o mundo de cores mais vivas e generosas.

O que acontece após o treinamento?

Após o treinamento, os voluntários e a organização definem os locais de atuação. Nos primeiros meses de atuação, os voluntários formam pequenos grupos para visitas conjuntas, ampliando a aprendizagem coletiva e também oferecendo apoio mútuo nos primeiros passos.

A sugestão é que o voluntário estabeleça uma relação de visitas regulares com um hospital próximo de sua casa ou trabalho, por dois motivos centrais: para que o senso de comunidade seja fortalecido e o desafio da distância não dificulte a assiduidade na realização das visitas.

Escolhido o hospital, o voluntário começa a visitar de forma regular aquele local, mantendo contato direto com a organização para troca de experiências, esclarecimento de dúvidas e envio de informações.

Quando acontecem os treinamentos?

Os treinamentos acontecem ao menos uma vez por ano. Para saber mais sobre o calendário de preparação de novos voluntários, entre em contato pelo info@cantocidadao.org.br.

Onde acontece o trabalho dos Doutores Cidadãos?

Os Doutores Cidadãos atuam de forma regular em hospitais públicos e filantrópicos da Grande São Paulo. Conheça a lista de unidades no item Hospitais Parceiros do menu.

Os hospitais e asilos pagam para receber as visitas dos Doutores Cidadãos?

Não. Os hospitais nunca pagaram e não pagam para receber as visitas dos Doutores Cidadãos. As unidades visitadas são públicas ou filantrópicas, e o Canto Cidadão firma um termo de parceria de colaboração com aquela instituição, documento que rege os direitos e deveres das partes envolvidas.

Quanto tempo o voluntário dedica ao trabalho?

O voluntário Doutor Cidadão dedica no máximo quatro horas por semana (uma visita semanal) e, no mínimo, quatro horas por mês (uma visita mensal).

Vale lembrar que, nos primeiros meses de atuação, os voluntários atuam com uma frequência quinzenal ou mensal, até que uma avaliação seja realizada e exista a possibilidade de aumento da carga-horária.

Existe supervisão do trabalho dos voluntários?

Sim. O Canto Cidadão possui duas formas de estar em contato constante com os Doutores Cidadãos: há uma equipe de suporte que fica no escritório da organização trabalhando para organizar as grades de visitação, contato com os hospitais, ajustes com os voluntários, esclarecimentos de dúvidas e atendimento de solicitações.

Há também uma equipe de campo, que visita regularmente os hospitais para verificar as oportunidades de melhoria na relação entre Canto Cidadão, unidades atendidas e voluntários.

A organização está em constante movimento para criar uma estrutura cada vez mais competente e multidisciplinar que corresponda às demandas que surgem continuamente.

É possível acompanhar a visita dos Doutores Cidadãos?

Não. À exceção de alguns casos específicos (imprensa, estudantes e intercâmbio), as visitas não podem ser acompanhadas, uma vez que isto interfere na dinâmica da iniciativa.

Ademais, o respeito pelo ambiente hospitalar e pelo trabalho dos voluntários faz com que a coordenação seja bastante criteriosa no que diz respeito à presença de convidados durante as visitas.

Os voluntários se encontram após o treinamento inicial?

Sim. Após o treinamento e o início das atividades nos hospitais, os voluntários participam de um calendário de encontros promovidos pelo Canto Cidadão, cada um com um objetivo preestabelecido.

Existem encontros gerais, nos quais todos os voluntários são convidados para uma grande confraternização, em que são realizadas atividades culturais, divulgação de resultados e novidades.

Existem também encontros de reciclagem e aprendizagem, nos quais grupos menores se encontram para aperfeiçoar suas técnicas e conhecimentos, trocar experiências, relatar dificuldades, realizar atividades com orientação psicológica profissional e confraternizar com colegas que atuam na mesma região.

Existe ainda um espaço livre para encontro dos voluntários com os coordenadores do trabalho, oportunidade na qual a pauta é criada de acordo com as demandas que surgirem. É uma janela aberta para o enriquecimento coletivo do trabalho.

Os Doutores Cidadãos atuam fora da Grande São Paulo?

Sim. Existem claramente duas formas de os Doutores Cidadãos desenvolverem atividades fora das cidades onde regularmente já acontecem as visitas: a primeira delas está relacionada a um programa social da organização denominado “Canto Cidadão em todos os Cantos”, por meio do qual representantes do Canto Cidadão viajam pelo país para atuar em hospitais públicos e filantrópicos, sensibilizando gestores, profissionais da saúde e cidadãos para a importância do protagonismo social em unidades de saúde.

Desde março de 2005, os representantes do Canto Cidadão já estiveram em 26 estados brasileiros e outros sete países, tendo visitado mais de 200 hospitais de diversos portes. Durante as viagens são feitas visitas às unidades de saúde, assim como palestras para estudantes e profissionais e também reuniões técnicas com gestores da unidade e do poder público.

Outra forma de os Doutores Cidadãos atuarem fora da Grande São Paulo se dá pela capacitação de um grupo de pessoas para início de um trabalho de visitação regular. Esta iniciativa já foi realizada em diversas localidades, com a transferência da tecnologia social a outros grupos interessados.

Os Doutores Cidadãos realizam eventos abertos para interessados?

Sim. Regularmente o Canto Cidadão realiza eventos abertos para interessados, tais como palestras, oficinas e treinamentos.

Se você estiver interessado em participar de tais atividades, entre em contato com a organização e declare o seu interesse em ser informado das atividades abertas a interessados que o Canto Cidadão realiza. E, claro, mantenha contato com a nossa página virtual e também pelas redes sociais. 

Saiba mais em http://www.cantocidadao.org.br/2016/servicos

As empresas podem contratar os Doutores Cidadãos para fazerem palestras e outros tipos de treinamentos?

Sim. Atualmente a realização de eventos em empresas é uma importante forma de captação de recursos do Canto Cidadão, uma vez que os recursos são direcionados para a melhoria da estrutura de suporte do programa social. São diversos temas abordados pelos representantes do Canto Cidadão, principalmente aqueles relacionados ao desenvolvimento pessoal e equilíbrio social.

São palestras, oficinas, consultorias e treinamentos realizadas em empresas de diversos portes, dentro e fora da Grande São Paulo.

Se você faz parte de uma empresa que deseja saber mais sobre os eventos que a organização realiza em ambiente corporativo, saiba mais em http://www.cantocidadao.org.br/2016/servicos e entre em contato conosco.