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Voluntária Doutora Cidadã lança livro infantil. Confira entrevista com ela!

Voluntária Doutora Cidadã lança livro infantil. Confira entrevista com ela!

14-02-2017

Recentemente, Marília Yazbek, voluntária Doutora Cidadã (palhaça hospitalar no Canto Cidadão) desde 2016, publicou o livro infantil "Para todos os sonhos". Para conhecer mais a palhaça-voluntária-autora, o Canto Cidadão fez uma breve entrevista com ela. A sinopse do livro conta: "um dia, perguntam a Pim qual o seu sonho. Não sabendo responder, ele acaba se aventurando nos sonhos de seus novos amigos, que o auxiliam a descobrir seu próprio."




Na segunda foto, Marília (à direita), acompanhada da colega Larissa Campos, ambas Doutoras Cidadãs.


CC: Como surgiu o livro?


MY: Eu juntei um desejo muito forte de voltar a escrever para mim mesma, só para guardar para a posteridade, aos relatos malucos de alguns alunos e crianças próximas a mim. A inspiração para a história eu não sei. Veio com o vento.


CC: O que está por trás das palavras do livro?


MYA vida pelo olhar inocente da criança, que mostra como tudo pode ser resolvido de maneira simples, sem pré julgamentos, sem máscaras e trapaças. Sempre que o leio, tenho aquela sensação de coração leve, sabe? De que está tudo bem e caminhando bem, como se, por alguns minutos, eu pudesse olhar de fato o mundo como criança.


CC: Desde quando você inventa histórias?


MY: Escrevo desde novinha. Talvez com uns oito anos. Mas tenho registros em VHS caseiras, em que eu era bem mais nova que isso e ficava horas na frente da câmera desenrolando histórias dignas de novela mexicana. O bichinho do teatro e das artes me picou! E, contra ele, não há cura.


CC: Que tipo de criança você foi?


MY: Do tipo que aprontava, que conversava com todo mundo e já achava que era gente grande! Também fui bastante estimulada culturalmente. Muito livro, muita música, muita tinta. Fui criança mesmo!


CC: Que tipo de adulto você é?


MY: Adulto que ainda é criança. Porque, se me deixar com várias delas, eu viro uma criança grande. E quando não estou com elas e sou adulta, penso em como melhorar todas as infâncias à minha volta. Não é a toa que dar aula para a molecada é o que eu mais amo fazer.


CC: Pra onde as histórias te levam?


MY: Para um momento que eu me desconecto da loucura do dia-a-dia e me encontro em uma realidade utópica, onde tudo é mais colorido, mais cheio de vida, com sabores e aromas mais intensos.


CC: Quais capítulos da sua vida você mais gosta?


MY: Que difícil essa! Bom, minha primeira infância, que foi muito gostosa e foi quando eu consolidei minhas amizades da vida toda. Minha adolescência, que é quando a gente acha que já sabe tudo da vida, e hoje! Porque hoje é sempre sensacional.


CC: O que a leitura / criação / escuta de histórias faz para e pelas pessoas?


MY: Você acaba aflorando uma sensibilidade e um olhar crítico em relação ao mundo. Passa a questionar o que é realmente importante. Estar inserido no universo literário, seja da maneira que for, te transforma numa pessoa com muito mais bagagem, porque além das suas vivências pessoais, você carrega consigo as experiências de outros acontecimentos que nem são seus, mas já fazem parte de você.


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