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Como o voluntariado pode desenvolver competências necessárias ao mercado de trabalho

Como o voluntariado pode desenvolver competências necessárias ao mercado de trabalho

17-01-2018

Ganha força nas empresas uma ferramenta de desenvolvimento que independe de sua área de atuação, da formação de sua equipe ou de seu interesse comercial: o voluntariado corporativo. Com o objetivo de contribuir com a sociedade, funcionários doam parte de seu tempo, recursos e mão de obra para transformar espaços, e trazem os aprendizados da ação de volta aos escritórios. Segundo estudo realizado pelo Bank of America Merrill Lynch (BofA) e pela consultoria Santo Caos com 828 trabalhadores de 80 companhias brasileiras, colaboradores que participam desse tipo de ação têm índice de engajamento 16% maior do que os que não participam.


Além do reconhecido poder de transformação individual para quem pratica o voluntariado, um novo ganho tem sido observado pelas empresas que apoiam e incentivam essas atividades em seu ambiente corporativo. Ações de desenvolvimento social têm sido consideradas ferramentas muito eficazes para promover a integração entre as equipes e auxiliar no despertar de novas habilidades e competências que são necessárias ao mercado de trabalho, oferecendo um ganho duplo para quem se envolve com o trabalho voluntário.


O fator prático das ações favorece o exercício de competências cada dia mais valorizadas pelo mercado: a responsabilização e a tomada de decisões são exemplos disso. Além disso, outra contribuição efetiva para desenvolvimento interno das empresas acontece pela quebra de hierarquia promovida pelas ações. Durante o voluntariado, gestores e funcionários atuam lado a lado, muitas vezes com inversão de papéis, o que aproxima e permite uma nova visão sobre a pessoa que normalmente está do outro lado da mesa.


O fortalecimento dessas habilidades tem também um aliado neuronal: o formato ‘mão na massa’ das ações de voluntariado atrelado à sensação positiva de contribuir por uma causa pode desencadear o aumento da produção de serotonina nos voluntários. O hormônio, responsável pelo bom humor e pela sensação de bem-estar, representa um fator decisivo para solidificar as mudanças no comportamento. Segundo dados do BofA, 21% dos participantes de ações sociais se dizem mais motivados quando voltam para as companhias


Assim, todos esses fatores contribuem para que as competências desenvolvidas e a qualidade das relações firmadas durante as ações de voluntariado perdurem e sejam trazidas para o ambiente corporativo, contribuindo com o dia a dia das organizações. Portanto, além de realizar o seu objetivo principal, que é o de transformar para melhor a realidade de pessoas e comunidades, o voluntariado corporativo ainda garante benefícios para as empresas, que passam a contar com pessoas mais engajadas e integradas em suas equipes.


Ainda existem desafios para a promoção de ações de voluntariado corporativo. Estimular o engajamento entre os funcionários e viabilizar os custos ainda são algumas questões enfrentadas pelas companhias que começam a desenvolver essas ações com suas equipes. No entanto, o aumento na busca por esse tipo de ação já presenta uma mudança no mindset de empresas e colaboradores, que enxergam no voluntariado um ganho tanto para os outros, como para as pessoas que participam da ação.


Autora: Fernanda ToledoGerente de sustentabilidade da Fundação Alphaville, organização responsável pelas ações de voluntariado corporativo da Alphaville Urbanismo.



Fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/carreira/como-o-voluntariado-pode-desenvolver-competencias-necessarias-ao-mercado-de-trabalho/122730/

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